Jul 21, 2009

50 anos em 3 minutos...

Cada dia de trabalho na TV trazem novas informações e curiosidades. Nos últimos meses a área da arte tem me chamado a atenção e feito buscar referência pela internet. Afinal, nada se cria, tudo se copia, já dizia o célebre Abelardo Barbosa.

Numa dessas andanças em busca de inspiração encontrei esse vídeo no blog Diário da Criação. É daqueles legítimos que tu olha, olha, reolha e fica pensando como tudo foi feito. No final, a única conclusão chegada é de que foi trabalhoso.

Dêem uma olhada e digam se não é fantástico.



abs.

Jan 3, 2009

Fusca, minha paixão

Buenas, essa é a atualização anual de O Carimbador. Quando criei esse blog, jamais pensei o quanto seria complicado, e as vezes até chato, manter o blog atualizado e atraente para os visitantes. Em algumas disciplinas do curso de jornalismo nos dão dicas sobre tal, mas com preguiça é complicado.

Bem, para o início de 2009 eu apresento algo de 2007. Isso mesmo. O que quero mostrar aqui é o video documentário produzido enquanto eu era estudante de jornalismo. A disciplina era Projeto Experimental em TV, na Unisinos.

Para realizar o curta escolhemos como tema "Apaixonado por Fuscas". A princípio todos recebiam nossa idéia com um sorriso. Era impossível identificar qual o motivo do sorriso, se era deboche ou saudosismo. Preferimos sempre imaginar que fosse de saudosismo, até porque logo todos começavam a contar alguma história que envolvesse um fusca.

A externa principal foi feita em um domingo, em Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul. No dia ocorria o encontro estadual de Fuscas em uma praça da cidade. Naquele dia se reuniram mais de 200 carros para apreciação dos passantes. Creio que essa externa foi o que nos deu impulsão para realizar esse trabalho. A partir dali que descobrimos que teriamos um grande público interessado no tema que escolhemos. E assim foi, até chegar nesse vídeo, em que dividi a direção com meus colegas Diego Capela e Leandro Luz.

Então, ele pode ser pequeno, ter design ultrapassado, fazer barulho demais, mesmo assim o Fusca tem um cantinho reservado no coração de milhões de pessoas. Agora você irá conhecer alguns desses personagens da vida real, que não trocam a sua paixão por nenhum carro importado.


Jan 31, 2008

Voltando a ativa...com mala e tudo!!!

Bem vindo ao blog mais parado da histórias da internet. A rede não é tão velha assim, deve ter chegado aqui no Brasil lá por 1995, mas já tô quebrando recordes. Foram 221 dias parados, acabei de contar com a ajuda de um calendário com uma foto de uma mulher com os peitos de fora comendo um pedaço de mamão. Já tinha visto calendários de mulheres nuas de todo os tipos, mas com uma comendo mamão é o primeiro.

Assim ó, pra voltar a ativa pensei. Pensei, pensei e pensei. Pensei mais um pouco. E aí decidi colocar um videozinho. Não, eu não fui lá no youtube e catei qualquer porcaria pra colocar aqui. Se bem que até deveria, porque provavelmente acharia algo melhor. No entanto, peguei um dos meus fantásticos vídeos para colocar aqui. Acho que fica mais haver com o lance de uma coisa feita por mim. Tipo os textos e os videos do mesmo autor. Coisa de fresco, mas deixa assim.

O que vocês verão aqui embaixo foi feito com celular na mais pura e espontânea pressão. Explico, é que, pra quem não sabe, eu costumo fazer estágio na TV Unisinos. Dou uma passada lá todas as tardes, de segunda à sexta, para editar um programinha bem gostosinho, o Zinco Quente, que algumas mentes brilhantes resolveram apelidar de Pinto Quente. O fato é que o Zinco tem um video de celular entre as suas atrações, e eles sempre são produzidos pelas pessoas que fazem o programa. No caso, como eu sou o único que tenho celular que grava vídeos, sobrava sempre pra mim fazer essa parada, mas tudo bem.

E então ocorreu que o programa da vez era sobre intercâmbio. Pessoas que fizeram, irão fazer e que ajudam as outras a fazer as viagens de seus sonhos com a desculpa de que vão estudar. Tudo muito lindo. Mas o problema era o video de celular, que deveria ter algo haver com o tema central do programa. Semanas se passaram e nada na cabeça. Nada. Nada mesmo. Até que veio o últimato:

- Esse programa tem que estar pronto amanhã.

Foi nessa pressão que a cachola veio a funcionar. Pegou no tranco bonito. E numa noite qualquer uma mala foi preenchida com qualquer tipo de roupas para fazer esse singelo video. Espero que gostem.


Jun 24, 2007

Nada como um dia após o outro...

Jun 9, 2007

Em Breve

Nov 12, 2006

A Cantadinha

Juliano era um cara que chegava nas meninas sempre com cantadas ensaiadas a exaustão. Muitas delas ele já havia levado para seu matadouro com suas cantadinhas infames, mas os últimos tempos eram de uma seca de dar inveja ao agreste nordestino. Nada que ele falava ao pé do ouvido das mulheres vinha surtindo efeito. Mas para ele hoje era o dia.

O rapaz estava super ensaiado. Ficou parado na frente do espelho repetindo a sua nova cantada. Era algo composto por duas frases. Nunca em sua vida de “cantador profissional” havia composto algo tão grandioso. Sempre algo foi algo simples, com meia dúzia de palavras.

Para essa novidade em sua vida ele havia bolado até algo visual. Entre as duas frases daria uma piscadinha com o olho direito. Ia ser a cantada com maior teor charmoso da história, assim ele pensava.

Nada deveria ocorrer errado, então ele planejou não ir acompanhado a festa na casa da Ana Julia, uma colega de faculdade que vive as custas dos pais. Ia ser a festa da vida dele, como já foram tantas outras, então, nada de amigos para impor pressão e por todo o plano por água abaixo. Haveria muitas meninas da alta classe do bairro. Loiras, morenas, ruivas, negras, com franjinha, com trancinhas, com piercing no umbigo, um verdadeiro arsenal de mulheres.

Para isso a roupa já estava preparada. Uma camisa preta, calça de sarja branca e sapatos marrons, tudo bem engomadinho pela sua mãe. O banho foi o mais caprichado dos últimos tempos. Estava pronto. Bem vestido, cheiroso e com gel moldando os cabelos loiros. Estava preparado para chegar ao pé do melhor ouvido da festa e despejar a sua mais perfeita cantada.

A casa da Ana Julia era perto da sua, então o “cantador” resolveu ir a pé até o lugar. Bateu o portão de sua casa e saiu a passos largos. O coração já palpita imaginando qual guria teria o prazer de ouvir sua voz balbuciando as duas frases e assistindo o piscar de olhos mais sexy da face da Terra.

Em poucos minutos já estava em frente a casa onde ocorria a festa. O som que vinha do interior era o de uma banda independente que a anfitriã havia contratado para a ocasião. Como Ana Júlia já havia dito para todos convidados, a porta estava aberta, então Juliano alcançou a maçaneta, girou e adentrou no ambiente.

Muitas luzes, pessoas bonitas e bebida liberada, sendo servida por garçons estilo pingüim. Tudo dentro das promessas da colega. Uma bela anfitriã, que poderia ser muito bem a agraciada com a nova cantada. O único problema era aquele sinal que ela tem logo acima da boca. Na Cindy Crowford fica lindo, mas para a Ana Julia não prestou. Fica parecendo mais uma verruga de uma velha bruxa, ainda mais com aquele fiozinho de cabelo que saia.

Tentando se ambientar o rapaz ensaiava passinhos tímidos em meio aos outros convidados. Mas não era isso que ele esperava da festa, então partiu para a ação.

Olhou para um lado, para o outro e avistou, sentada em uma poltrona, uma morena de parar o trânsito. Os cabelos negros e escorrido, a pele mostrando que é uma apreciadora de banhos de sóis, mostrando as marcas de biquíni que apareciam graças aos ombros desnudos pelo uso de um tomara que caia. Era isso que ele queria. Virou o corpo em direção da moça e começou o caminho até ela. Com dois passos já cumpridos parou num solavanco graças a aproximação do lutador de jiu-jitsu que havia a agarrado e dado um beijo ardente. Ele deu uma disfarçada e seguiu rumo a outro lugar. Foi ai que encontrou a saída para o quintal da casa. Lá estava mais calmo, não tinha o barulho da banda, e a cantada seria muito mais bem percebida.

Ar livre. Uma brisa boa corria por lá, fazendo esvoaçar os cabelos das beldades que andavam por ali.

O barulho dos sorrisos de uma pequena rodinha de mulheres chamou a atenção de Juliano. Ele fitou o grupinho e se encantou por uma delas. Uma de cabelos encaracolados e escuros. Uma pequena moça que mantinha o sorriso aberto o tempo inteiro. Era aquela ali, a mulher perfeita para aplicara a nova cantada. Então partiu para cima, passo por passo ele caminhava sobre a grama. Na aproximação passou a notar o generoso decote da moça dos cabelos encaracolados.

Juliano já estava a poucos passos da sua escolhida. Ainda deu tempo para roubar uma pequena margarida que estava em um canteiro. Era mais uma novidade na sua vida de “cantador”.

O caminho estava percorrido. Ele já podia até tocar nas madeixas da moça. As outras que estavam juntas viram a aproximação do rapaz e pararam o papo. Notando isso a guria parou e ainda com um sorriso no rosto se virou para ver o que estava ocorrendo. Foi aí que avistou aquele dois de paus parado com uma margarida a mão.

Juliano então sorriu, deu mais um passo e se postou bem à frente dela. Havia chegado a hora. A quantidade de treino havia deixado o rapaz bem confiante, e para ele foi simples executar a cantada. Olhou para moça bem nos seus olhos castanhos, levantou o braço mostrando a margarida e “cantou”:

- Sabia que tu é um tipão? – a piscadinha – O meu tipo.

A moça ficou paralisada olhando nos olhos de Juliano, assim como as outras meninas que estavam junto. Passado alguns segundos ela disparou numa risada debochada olhando para as amigas e falando:

- Foi a cantada mais ridícula que ouvi na vida. – falou se retorcendo e continuando as gargalhadas, agora sendo acompanhada de suas amigas.

Juliano deu as costas e saiu. Bem de fininho sem dar tchau para ninguém, mas não desistiu. Nesse momento está com a prancheta na mão pesquisando mais uma inédita cantada.

Aug 1, 2006

Cinqüenta e um - Parte Final

Os dois seqüestradores pareciam irritados com o Guaipeca. Começaram a cochichar, o que deixava o virgem mijão mais apavorado. E assim ele chorava mais ainda. Que marreca.

Então a moça do 50 olhou para trás e disse decidida:

- Me passa tua carteira, idiota.

Guaipeca se atrapalhou um pouco para tirá-la do bolso, deixando a moça mais impaciente do que já estava. Até que ele conseguiu.

- Toma. - disse ele
- Me da aqui essa porcaria. - brandou a moça.

Enquanto Dois por Dois seguia dirigindo por ruas escuras a guria ia revirando a carteira do Guaipeca. Dentro tinha apenas um cartão de banco, uma nota de cinco reais rasgada e uma camisinha, que pelo estado já devia estar lá a muito tempo.

A garota pegou apenas o dinheiro e jogou a carteira de volta para o banco de trás, dando uma ordem para o dois por dois

- Para o carro perto daquela lixeira.
- Pra que? - perguntou o Dois por Dois.
- Vamos jogar esse mané fora. - respondeu a mina.

Finalmente alguém achou o lugar ideal para o Guaipeca. Uma lixeira só pra ele.
Então Dois por Dois parou o carro ao lado da lixeira, a moça olhou para o Guaipeca apavorado e decretou:

- Tira a roupa.

O virgenzinho, todo apavorado tirou tudo, menos a cueca. A guria olhou pra ele e falou com ar de ditadora:

- A cueca também. Fica pelado.
- Mas tá chovendo. E tá frio também. - falou o Guaipeca.
- Cala a boca e tira essa cueca imunda. - gritou ela.

Não demorou dois segundos para o Guaipeca tirar a cueca e jogar para a moça. A cueca era de um cinza nojento com uma tremenda freada de bicicleta. Um horror. Foi que a mina cinqüenta fez um bolo com a roupa e jogou pela janela, caindo tudo junto aos sacos de lixo dentro da lixeira. Eu podia jurar que ela ia atirar o marreca lá dentro.

Então a moça pediu para Dois por Dois andar mais algumas quadras. E o Guaipeca com suas vergonhas amostra no banco de trás do Golf envenenado. Até que a moça falou:

- Dois por Dois. Para na frente daquele poste de luz.

Eles estavam em uma avenida larga, uma das mais movimentadas da cidade durante o dia, mas na noite ela era mortinha. Com essa chuva que caia então, ninguém estava na rua.

Foi que o Dois por Dois parou o carro em frente a casa branca. A guria olhou para o Guaipeca e falou:

- Desce.
- Descer!? - perguntou o Guaipeca.
- A fimose ta te deixando surdo, animal. Eu disse pra ti descer. - falou a guria irritada.
- Mas ta frio. Ta chovendo. Eu vou ficar doente. - choramingou o Guaipeca.

Foi que o Dois por Dois olhou para trás com um ar de pena e disse:

- É melhor descer. Tu não sabe o que ela faz quando é contrariada.

Guaipeca não pensou muito. Abriu a porta do carro e desceu. Ficou peladão na chuva. Deu até pena agora. Que situação.

Ele bateu a porta e viu a mina do 50 abrir a janela. Ela havia tirado a camiseta com o 50 e estava com os peitos a mostra. Que peitos. Uma maravilha. Com os faróis apontando para cima. Ai, ai...

Continuando, ela olhou para o Guaipeca e atirou a camiseta com o número 50 na cara dele e disse:

- Toma aí, virgenzinho. Se tapa com isso.

Foi então que o Dois por Dois arrancou o Golf e deixou o Guaipeca lá. Pelo menos agora ele não ia ficar peladão. Tinha uma camiseta. Pena que ele não era tão esperto. Ao invés de tapar suas partes íntimas com a camiseta, resolveu vesti-la. Uma baby-look no donzelo. Como tem esperto nesse mundo.

Aquela rua vazia, chuva caindo e um maluco só de baby-look com as mãos tampando sua fimose. Foi então que Guaipeca começou a ouvir um barulho de moto. Na verdade, uma gareli. Quem tem gareli hoje? Só o Largatixa. Ele olhou para o longe e avistou aquela magrelinha vindo distante em plena chuva. Mas parecia que não vinha sozinho, tinha alguém na gareli com ele. Era aquela loirinha de aparelhos que o Larga estava trovando na festa. Tava levando ela pra dar uma faturada em casa. Como era feinha a coitada.

Chegando perto o Guaipeca começou a acenar como louco para chamar a atenção do Largatixa, que foi desacelerando a gareli até parar na frente do virgem pelado.

- Larga, me salva, cara. - falou Guaipeca.
- Vai te catar, meu. Quer estragar minha noite. Tu já te divertiu. Agora é minha vez. - reclamou o Largatixa ensopado pela chuva.
- Meu, tu não ta entendendo. To aqui pelado. Jogaram fora minhas roupas. - choramingou o fimose.
- Vai te catar. Não me levou na outra festa. Vai aprender o que é parceria. - brandou Larga, que acelerou a gareli e deixou o Guaipeca falando sozinho.

Guaipeca soltou um grito de pavor e sentou no meio fio. Ficou ali até clarear o dia e os brigadianos chegarem e o levarem preso. Ficou um dia na cadeia pra aprender a se vestir quando sai na rua. Que merda, hein.

Depois disso o Guaipeca voltou a sua normalidade. Continua virgem, cursando Direito, fazendo besteiras e vivendo da mesada dos pais.

E a mina do 50? Ela foi vista na semana passada com uma camiseta com o número 51. Quem será o número 51? Pelo menos achará uma boa idéia.